MATERIAL DE DIVULGAÇÃO PARA MÉDICOS E PROFISSIONAIS DE SAÚDE

 

 

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Vacina Quadrivalente Recombinante contra Papilomavírus Humano (tipos 6, 11, 16, 18),  MSD

A PRIMEIRA E ÚNICA VACINA PARA PREVENÇÃO DE CÂNCER DO COLO DO ÚTERO E VERRUGAS GENITAIS

No dia  28 de agosto  a saúde pública no Brasil recebeu uma grande notícia: a aprovação, pela Anvisa, da vacina quadrivalente contra o HPV. A vacina recebeu indicação para mulheres dos nove até os 26 anos, o que garante a possibilidade de imunização, ainda antes do início da vida sexual, contra os sorotipos responsáveis pelo maior número de casos de câncer do colo do útero (16 e 18) e de verrugas genitais (6 e 11). Veja a seguir mais informações sobre a nova vacina e sobre os estudos que avaliaram sua eficácia e segurança.

 

Estudos começaram há 10 anos

Os estudos para a produção do protótipo da vacina contra o HPV 16 foram iniciados em 1996 pela Merck Sharp & Dohme. Em 2000 a empresa realizou o primeiro estudo de uma vacina única contra os HPVs 6, 11, 16 e 18. Os resultados dos estudos fase III foram apresentados em outubro de 2005.

 

Mais de 20 mil mulheres participaram da pesquisa

A eficácia da vacina foi avaliada em quatro estudos clínicos controlados com placebo, duplo-cegos, randômicos, fases II e III, que avaliaram 20.541 mulheres, em 33 países, com idade entre 16 e 26 anos. Todas as participantes foram acompanhadas durante até cinco anos após o início das pesquisas. O Brasil teve grande importância na realização dos estudos, com a inclusão de mais de 3.400 mulheres, em 15 centros, e o envolvimento de 20 investigadores.

 

Endpoint em NIC 2 e NIC3

Seguindo as recomendações das agências regulatórias norte-americana e européia,  os estudos foram desenhados com o objetivo de avaliar os endpoints relacionados a NIC 2 e NIC 3, ou seja, lesões de alto grau pré-cancerosas que representam cerca de  2% a 3% de todas as infecções por HPV.  Entre os objetivos da Merck Sharp & Dohme estava não apenas prevenir a infecção em mulheres sem contato com o vírus, mas também  acompanhar aquelas que já haviam tido contato com algum sorotipo do HPV, avaliando a eficácia da vacina quadrivalente numa população que se aproximasse mais da realidade. Por isso, a inclusão de mulheres que já haviam tido contato com algum dos tipos de HPV cobertos pela vacina foi uma das características do desenho dos estudos. 

 

 

 

100% de eficácia contra o câncer

Os estudos de fase II e III mostram que a vacina quadrivalente possui:

Ø  100% de eficácia na prevenção de cânceres cervicais,pré-cânceres vulvares e vaginais relacionados com HPV 16 e 18em mulheres que não haviam sido expostas a esses tipos de HPV;

Ø  95% de eficácia na prevenção de displasias cervicais de baixo grau (lesões de baixo grau) e pré-câncerescausados por HPV tipos 6, 11, 16 ou 18;

Ø  99% de eficácia nos casosverrugas genitais causadas por HPV tipos 6 ou 11.

 

Proteção também para quem já teve HPV

Os estudos de desenvolvimento da vacina contemplaram a prática clínica da profilaxia feita com uma vacinação universal, independentemente do status de infecção pelo HPV ao ingressar no estudo.

Sendo uma vacina quadrivalente, demonstrou proteção para o desenvolvimento de doenças causadas por outros tipos de HPV presentes na vacina, mesmo quando a paciente já tinha infecção por um dos tipos de HPV que fazem parte da vacina.

Na análise modificada de intenção de tratamento que incluiu uma parcela de 27% de mulheres que eram positivas para um dos tipos de HPV da vacina na inclusão do estudo, dentre 8.625 mulheres que receberam a vacina (contra 8.673 que receberam placebo) 94% (IC 88%, 97%) das mulheres foram protegidas contra NIC e 95% (IC 90%, 98%) contra o desenvolvimento de verrugas genitais relacionadas aos HPV 6, 11, 16 ou 18.

 

A vacina tem bom perfil de tolerabilidade

A vacina foi em geral bem tolerada e poucas participantes (0,1%) saíram do estudo por causa de eventos adversos. Os efeitos colaterais mais comuns foram: dor no local da aplicação (83,9% versus 75,4% com placebo), inchaço no local da aplicação (25,4% versus 15,8%), eritema no local da aplicação (24,6% versus 18,4%), febre (10,3% versus 8,6%) e prurido no local da aplicação (3,1% versus 2,8%). A maior parte das reações no local da injeção foi informada como de intensidade leve a moderada.

 

Milhares de mortes poderão ser evitadas

O Instituto Nacional do Câncer (INCa) estima que o câncer de colo do útero seja a terceira neoplasia maligna mais comum entre as mulheres brasileiras, com cerca de 19 mil novos casos e quatro mil mortes por ano. O câncer de colo do útero é o que mais mata mulheres na região Norte, o segundo no Nordeste e o terceiro nas demais regiões. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) cerca de 470 mil mulheres desenvolvem a doença e 225 mil delas morrem da doença anualmente em todo o mundo.

 

 

 

ACIP recomenda a inclusão da vacinação com a vacina recombinante quadrivalente contra o papilomavírus humano (HPV) tipos 6, 11, 16 e 18 no calendário de vacinação dos EUA

São Paulo, julho de 2006 – Recentemente tivemos o prazer de comunicar a licença da vacina recombinante quadrivalente contra o papilomavírus humano (HPV) tipos 6, 11, 16 e 18, internacionalmente conhecida como Gardasil, pelo FDA (Food and Drug Administration). Neste momento, queremos trazer-lhe outra excelente notícia: o ACIP (Advisory Committee on Immunization  Practices) do CDC (Center for Disease Control) recomendou de forma unânime a inclusão no calendário de vacinação dos EUA para adolescentes do sexo feminino e mulheres de 11 a 26 anos de idade para a prevenção de câncer do colo do útero, lesões de baixo grau e pré-cancerosas e verrugas genitais causadas pelos tipos de HPV contidos na vacina.

O ACIP também recomenda a vacinação de meninas de 9 e 10 anos de idade, quando indicado pelo médico. Para qualquer um dos casos, no entanto, o ACIP não considera necessária a obrigatoriedade de exame de papanicolau ou triagem para HPV previamente à vacinação e recomenda a vacinação de todas as mulheres até os 26 anos, independentemente de apresentarem exames de papanicolau anormais, teste positivo para HPV ou verrugas genitais.

O ACIP é responsável pelas recomendações de vacinação de rotina de crianças e adultos nos EUA e pela indicação das doses e freqüências mais adequadas, assim como das contra-indicações aplicáveis. O ACIP tem como objetivo ajudar o CDC na redução da incidência de doenças preveníveis por vacinas e aumentar a segurança relacionada ao uso de vacinas e produtos biológicos relacionados. Embora as recomendações do ACIP não resultem necessariamente na implementação da vacinação em todo o país nem na cobertura da vacina pelos seguros de saúde privados, suas recomendações geralmente são seguidas.

Além dos EUA, a vacina recombinante quadrivalente contra o papilomavírus humano (HPV) tipos 6, 11, 16 e 18 também já foi licenciada no México e na Austrália. O processo de análise pelas autoridades sanitárias no Brasil ainda está em andamento, e esperamos ter a licença em breve.

Acreditamos que essa vacina irá preencher uma lacuna no diagnóstico e no tratamento do câncer do colo do útero e de outras doenças relacionadas ao HPV, uma vez que ela pode ajudar a diminuir números que superam 20 milhões de casos de doenças relacionadas ao HPV e 500 mil casos de câncer de colo do útero diagnosticados anualmente, em todo o mundo. No Brasil, de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), estima-se que o número de novos casos de câncer de colo de útero em 2006 seja de aproximadamente 19.000, sendo que aproximadamente 4 mil mulheres vão a óbito por causa dessa doença.

Com base nesses números, e por acreditar que a disponibilização dessa vacina represente um grande passo rumo ao aumento da qualidade, da expectativa e da continuidade da vida das pessoas, é que a esperamos com tanta ansiedade.

 

Entrevista - Dra. Luisa Lina Villa

Diretora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, a Dra. Luisa Lina Villa é uma das maiores especialistas sobre o assunto no país, há 22 anos envolvida em pesquisas sobre as patologias associadas ao HPV. A Dra. Luisa atuou também como coordenadora dos estudos clínicos envolvendo a vacina da Merck Sharp & Dohme contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV, ainda em processo de aprovação no país.  


Qual a importância do lançamento de uma vacina quadrivalente para o HPV, capaz de evitar a infecção pelos tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus?

É de extrema importância, porque esses quatro tipos do HPV são responsáveis por 90% das verrugas genitais e 70% dos casos de câncer do colo do útero. Embora seja pouco freqüente, atingindo cerca de 1% das mulheres infectadas pelo HPV, o câncer de colo do útero é o terceiro mais freqüente entre as mulheres, depois do câncer de pele e de mama.

Por que esta vacina vem sendo saudada como uma grande novidade em termos de saúde pública?

Principalmente porque em países como o Brasil e outros em desenvolvimento esta vacina chega para impedir o câncer em milhares de mulheres* e a morte de jovens que ainda estavam formando suas famílias. É claro que esse é um processo que levará décadas, mas a vacinação envolvendo crianças e jovens garantirá a proteção de uma grande quantidade de gente de forma muito mais eficiente, embora o exame papanicolau deva continuar a ser feito, até para detectar lesões causadas por outros tipos de HPV.

Qual a incidência do câncer do colo de útero no Brasil em relação a outros países?

No Brasil temos de 20 a 30 casos de câncer por 100 mil mulheres ao ano, contra 10 casos nos Estados Unidos, oito nos países nórdicos e apenas dois na Espanha. Em contrapartida, na China são registrados 40 casos por 100 mil mulheres ao ano e na África, 50 por 100 mil. Então o Brasil está numa posição intermediária.

Sabendo que o exame papanicolau possui grande eficiência na detecção da infecção pelo HPV ainda nos estágios iniciais, por que não se consegue evitar tantos casos de câncer?

A estimativa oficial global é de que não mais que 15% das mulheres brasileiras que deveriam estar fazendo o exame o fazem regularmente. Se considerarmos que temos 40 milhões de mulheres na faixa dos 18 aos 60 anos de idade, são 35 milhões de mulheres que não fazem o papanicolau. O exame está disponível em praticamente qualquer serviço de saúde, mas infelizmente não está incorporado à cultura da mulher brasileira. Outra grande tragédia é que pode demorar de um a dois meses para o resultado do exame feito na rede pública voltar, e a mulher que já não está acostumada a fazer o papanicolau regularmente deixa de retornar para saber o resultado. Ela pode ter na gavetinha do posto de saúde um resultado de câncer, só que voltou para casa sem saber. O governo investe muito, faz-se milhões de papanicolau por ano para as mesmas mulheres, enquanto milhões passam a vida inteira sem fazer o exame.

Estamos acostumados a relacionar o HPV às mulheres, justamente em função da maior incidência de câncer. Que dados temos em relação aos homens?

No caso das mulheres, sabemos que 20% a 25% da população sem nenhuma doença evidente está infectada pelo HPV. Já os homens parecem ter mais HPV, mas de forma assintomática na maior parte dos casos. Ou seja, não apresentam doenças, mas transmitem o vírus para suas parceiras. Entretanto, existem manifestações clínicas muito claras no HPV no homem, em especial as verrugas genitais, causadas por dois tipos muito comuns do vírus, o 6 e o 11. E sabemos que também no homem alguns tipos de HPV de alto risco, como o 16 e o 18, também causam câncer, como o de pênis. São casos raríssimos, mas no Brasil, infelizmente, têm sido mais freqüente que em outros países. E temos constatado também um aumento da incidência de casos de câncer no ânus, tanto em homens quanto em mulheres, causados pelos tipos 16 e 18 do HPV. São dados ainda pouco consistentes, mas calcula-se que a incidência de novos casos de ânus chegue a cinco por 100 mil homens por ano. 

O INCA calcula que 19.260 brasileiras terão câncer no colo do útero em 2006 no país.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO PARA POPULAÇÃO EM GERAL

 

Câncer do colo de útero

O câncer do colo de útero é causado predominantemente por certos tipos de papilomavírus humanos. (28). Muitas pessoas não sabem que têm uma infecção pelo HPV. (1) O papilomavírus humano (HPV) pode causar outros tipos de moléstias, como as verrugas genitais. (1) Uma estimativa da OMS mostrou que 630 milhões de pessoas tinham o HPV em 2001. (2) Cerca de 800 mulheres vão morrer por dia de câncer do colo de útero em 2006, de acordo com a OMS.

O câncer do colo de útero é causado predominantemente por certos tipos de vírus denominados de papilomavírus humanos (HPV). (28) O HPV é um vírus que infecta tanto homens quanto mulheres.(1) Existem mais de 100 tipos de HPV capazes de afetar partes diferentes do corpo. (1) Muitos desses tipos são relativamente inofensivos, (1) como aqueles que causam verrugas comuns nas mãos e nos pés. (4) Alguns tipos de HPV podem afetar a área genital e em uma pequena porcentagem das pessoas acometidas,  levar ao câncer do colo de útero, células cervicais anormais e verrugas genitais. (1).

O Câncer do colo de útero e o Papilomavírus Humano

O que é o câncer do colo de útero?

O câncer do colo de útero é um crescimento anormal das células do colo do útero (a parte inferior do útero). (8) Quase todos os casos de câncer do colo de útero se iniciam a partir de papilomavírus humanos.(28)

O que é o Papilomavírus Humano (HPV)

O Papilomavírus Humano (HPV) é um vírus comum. (2) Certos tipos de HPV causam o câncer do colo de útero. (28) O HPV também pode causar células cervicais anormais e verrugas genitais.(1)

 

 

 

O que é o câncer do colo de útero?

Quando as células de uma determinada parte do corpo crescem de forma anormal, existe a possibilidade de desenvolvimento do câncer. O câncer do colo de útero é o crescimento anormal de células do colo do útero. O colo do útero é a parte inferior do útero.(8) Quando uma mulher se infecta com certos tipos de papilomavírus humanos (HPV) e não é capaz de eliminar a infecção, células anormais podem se desenvolver no revestimento do colo do útero. (1)

Se não forem descobertas e tratadas a tempo, essas células anormais podem se tornar pré-cânceres e posteriormente se tornarem células cancerosas. (1) Este processo geralmente leva vários anos. (8) Fale com seu médico sobre o exame de Papanicolau. Ele pode ajudar a detectar mudanças celulares suspeitas no colo do útero antes que elas se tornem cancerosas.

Qual é a freqüência do câncer do colo de útero?

Em todo o mundo, o câncer do colo de útero é a segunda maior causa de câncer em mulheres - atrás apenas do câncer de mama. (2) A Organização Mundial de Saúde estima que existam atualmente mais de 2 milhões de mulheres em todo o mundo com câncer do colo de útero. (2)

(3) O exame de Papanicolau pode ajudar a detectar mudanças celulares suspeitas no colo do útero antes que elas se tornem cancerosas.

O câncer do colo de útero pode ocorrer em qualquer idade da vida de uma mulher, mesmo na adolescência, embora isso seja incomum. (10) Cerca de metade de todas as mulheres diagnosticadas com câncer do colo de útero tem entre 35 e 55 anos de idade. (11) Muitas dessas mulheres foram provavelmente expostas ao HPV na adolescência ou na faixa dos 20 anos de idade. (12)

Como é feita a detecção do câncer do colo de útero?

A forma básica de detecção do câncer do colo de útero se dá por intermédio do exame de Papanicolau. (1) O exame de Papanicolau, como parte integrante de um exame ginecológico , ajuda na detecção de células anormais no revestimento do colo do útero antes que elas possam se tornar um pré-câncer ou um câncer do colo de útero. Os resultados deste exame podem ajudar os profissionais da saúde a decidir se são necessários exames complementares (como por exemplo, uma biópsia ou um teste do DNA do HPV) ou outros tratamentos são necessários. (1)

O câncer do colo de útero pode ser tratado?

Assim como outros tipos de câncer, o câncer do colo de útero pode ser tratado de diferentes formas. Algumas coisas que o profissional de saúde vai levar em consideração antes de escolher o tratamento adequado incluem (11):

Os 3 principais métodos de tratamento do câncer do colo de útero são: a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia. O tratamento pode incluir 2 ou mais destas formas de tratamento. (11) O esquema de tratamento também vai incluir consultas complementares de acompanhamento médico que podem incluir raio-x, biópsias, exames de sangue e outros tipos de exames. (11)

 Como cada organismo é diferente e cada pessoa responde ao tratamento de forma diferente. O tratamento certo para uma pessoa pode não ser o tratamento certo para outra pessoa. O profissional de saúde vai rever todos os riscos e efeitos colaterais da melhor opção de tratamento para o câncer do colo de útero. (11)

O que devo fazer para reduzir minhas chances de contrair o câncer do colo de útero?

O exame de Papanicolau é a melhor forma de reduzir suas chances de adquirir o câncer do colo de útero. Se detectado precocemente, antes que eles tenham a oportunidade de se espalhar, os pré-cânceres cervicais (e mesmo alguns cânceres) podem ser tratados com sucesso. (1) (8) Sendo assim, certifique-se de seguir as recomendações do seu médico a respeito do exame de Papanicolau. Ele pode ajudar a detectar mudanças celulares suspeitas no colo do útero antes que elas se transformem em câncer. (1) Você também pode se informar com seu médico a respeito de outras formas de reduzir as chances de adquirir o câncer do colo de útero.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VERRUGAS GENITAIS

O que são verrugas genitais?

As verrugas genitais são crescimentos de cor branca ou encarnada frequentemente causados por certos tipos de papilomavírus humanos (HPV). As verrugas genitais aparecem com mais freqüência nos genitais externos ou próximas ao ânus, em homens e mulheres. Embora com menos freqüência, elas podem aparecer dentro da vagina ou no colo do útero. As verrugas genitais às vezes causam sintomas como ardor, coceira ou dor. Os tipos de HPV que causam verrugas genitais são diferentes dos tipos que causam o cervical câncer.

As verrugas genitais são comuns?

As verrugas genitais são muito comuns. Dados de pesquisas estimam que aproximadamente 10% dos homens e mulheres vão ter verrugas genitais ao longo de suas vidas. (19)

As verrugas genitais podem aparecer no período de semanas ou meses após o contato sexual com uma pessoa infectada. (1)

Como é feito o diagnóstico das verrugas genitais?

Um médico pode identificar verrugas genitais externas ante a simples visão das mesmas. Para verrugas genitais mais difíceis de serem identificadas, o médico vai utilizar uma lupa para um exame mais acurado. (18)

Como é feito o tratamento das verrugas genitais?

As verrugas genitais podem desaparecer por si próprias sem nenhum tipo de tratamento. Entretanto, ao serem descobertas, não há como saber se elas vão desaparecer ou crescer. Dependendo do tamanho e localização das verrugas genitais, existem varias opções de tratamento. O médico pode escolher a aplicação de um creme ou solução especial nas verrugas, ou ainda, algumas verrugas genitais podem ser removidas com congelamento, cauterização ou tratamento a laser. Se as verrugas genitais não responderem a esses tratamentos, o médico pode utilizar a cirurgia para removê-las. Existe a possibilidade das verrugas genitais reaparecerem após o tratamento, porque os tipos de HPV que as causam poderem ainda estar presentes. (17)

 

 

 

 

 

A SEGUIR, MAIS INFORMAÇÕES SOBRE VERRUGAS GENITAIS

FONTE: MANUAL MERCK SAÚDE DA FAMÍLIA

As verrugas genitais (condilomas acuminados) são verrugas localizadas no interior ou em torno da vagina, no pênis ou no reto, causadas pelos papilomavírus transmitidos sexualmente. As verrugas genitais são comuns e causam preocupação devido ao seu aspecto desagradável, podem ser infectadas por bactérias ou podem ser uma indicação de comprometimento do sistema imunológico.

Nas mulheres, os papilomavírus dos tipos 16 e 18, os quais ocorrem no colo uterino mas não causam verrugas na genitália externa, podem causar o câncer cervical. Esses tipos e outros papilomavírus podem causar a neoplasia intraepitelial cervical (indicada por um resultado anormal do exame de Papanicolaou) ou o câncer de vagina, vulva, ânus, pênis, boca, garganta ou esôfago.

Sintomas e Diagnóstico

As verrugas genitais ocorrem mais freqüentemente em superfícies quentes e úmidas do corpo. Nos homens, as áreas habituais são a extremidade e o corpo do pênis e sob o prepúcio (quando o indivíduo não é circuncidado). Nas mulheres, as verrugas genitais ocorrem na vulva, na parede vaginal, no colo uterino e na pele que circunda a área vaginal. As verrugas genitais podem formar-se na área em torno do ânus e no reto, especialmente em homossexuais masculinos e em mulheres que praticam o sexo anal.

Geralmente, as verrugas surgem 1 a 6 meses após a infecção, começando como diminutas proeminências rosas ou vermelhas, macias e úmidas. As verrugas crescem rapidamente e podem apresentar pedículo. Freqüentemente, várias verrugas crescem na mesma área e a sua superfície irregular confere a essas formações o aspecto de uma pequena couve-flor.

As verrugas podem crescer muito rapidamente nas mulheres grávidas, nos indivíduos com comprometimento do sistema imunológico (p.ex., indivíduos com AIDS ou que utilizam medicamentos imunossupressores) e em indivíduos com inflamação da pele. Geralmente, as verrugas genitais são diagnosticadas pelo seu aspecto. No entanto, elas podem ser confundidas com lesões observadas no estágio secundário da sífilis. As verrugas com aspecto incomum ou as verrugas persistentes podem ser removidas cirurgicamente e examinadas ao microscópio, para se assegurar que não são cancerosas. As mulheres com verrugas no colo uterino devem ser regularmente submetidas ao exame de Papanicolaou.

Tratamento

Não existe um tratamento totalmente satisfatório. As verrugas genitais externas podem ser removidas por laser, crioterapia (congelamento) ou cirurgia com o uso de anestésicos locais. Os tratamentos com substâncias químicas (p.ex., toxina purificada, resina de podófilo ou ácido tricloroacético) podem ser diretamente aplicados sobre as verrugas.

No entanto, esses métodos exigem muitas aplicações ao longo de semanas ou meses, podem provocar queimaduras da pele circunvizinha e, freqüentemente, fracassam. As verrugas localizadas na uretra podem ser tratadas com drogas antineoplásicas (p.ex., tiotepa ou fluorouracil). Alternativamente, elas podem ser removidas da uretra através de uma cirurgia endoscópica, um procedimento no qual é utilizado um tubo de visualização flexível ao qual são acoplados instrumentos cirúrgicos.

As injeções de interferon-alfa na verruga estão atualmente em estudo como um possível tratamento, mas a sua utilidade ainda não é conhecida. As verrugas genitais retornam freqüentemente e exigem novos tratamentos. Nos homens, a circuncisão pode ajudar a evitar a sua recorrência. Todos os parceiros sexuais devem ser examinados e tratados se necessário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INFORMAÇÕES SOBRE O HPV

O que é o Papilomavírus Humano (HPV)?

O HPV é um vírus comum que afeta tanto homens quanto mulheres. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV. (1) Certos tipos de HPV causam verrugas comuns nas mãos e nos pés. (4) A maioria dos tipos de HPV não causa nenhum tipo de sintoma e desaparece sem tratamento. (1)

Cerca de 30 tipos de HPV são conhecidos como HPV genitais porque eles afetam a área genital. (1) Alguns tipos provocam mudanças nas células do revestimento do colo do útero. Caso não sejam tratadas, estas células anormais podem se tornar células cancerosas. Outros tipos de HPV podem causar verrugas genitais e mudanças benignas (anormais, mas não cancerosas) no colo do útero. Muitos tipos de HPV provocam resultados anormais no exame de Papanicolau. (1)

O HPV é um vírus comum?

O HPV é provavelmente mais comum do que você pensa. Em 2001, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou que cerca de 630 milhões de pessoas (9%–13%) estavam infectadas com o HPV. (2)

Quem está suscetível a adquirir o HPV genital?

Qualquer pessoa que tenha qualquer tipo de atividade sexual envolvendo contato genital está sujeito a adquirir o HPV genital. É possível adquirir o vírus sem a ocorrência de intercurso sexual.(1) Como muitas pessoas portadoras do HPV não apresentam nenhum sinal ou sintoma, elas podem transmitir o vírus mesmo sem saber. (1)

O HPV é altamente contagioso; assim, é possível adquiri-lo com uma única exposição. Estima-se que muitas pessoas adquirem o HPV nos primeiros 2-3 anos de vida sexual ativa. (7) Dois terços das pessoas que tiveram contato sexual com um parceiro infectado vão desenvolver uma infecção pelo HPV no período de 3 meses, de acordo com a OMS. (2)

Todas as pessoas que tem o HPV vão desenvolver câncer do colo de útero ou verrugas genitais?

Não. Para a maioria das pessoas que tem o HPV, as defesas do corpo são suficientes para eliminar o vírus. Entretanto, para algumas pessoas, certos tipos de HPV podem desenvolver verrugas genitais ou alterações benignas (anormais, porém não-cancerosas) no colo do útero. (1)

Entretanto, nas mulheres que não conseguem eliminar certos tipos de vírus, mudanças anormais podem ocorrer no revestimento do colo do útero. Estas células anormais, se não forem detectadas ou tratadas, podem levar ao pré – câncer ou ao câncer. (1) Na maioria das vezes, o desenvolvimento do câncer do colo de útero leva vários anos, muito embora, em casos raros, ele possa acontecer em apenas um ano. (8) Esta é a razão pela qual a detecção precoce é tão importante. Fale com seu médico sobre o exame de Papanicolau,ele pode ajudar a detectar mudanças celulares suspeitas no colo do útero.

Se o HPV não apresenta sinais ou sintomas, como vou saber que sou portadora?

Devido ao fato de que o HPV geralmente não apresenta nenhum sinal ou sintoma, você provavelmente não tem como saber que é portadora. (1) A maioria das mulheres fica sabendo que tem o HPV por intermédio de um resultado anormal do exame de Papanicolau. (1) O exame de Papanicolau é parte de um exame ginecológico e ajuda na detecção de células anormais no revestimento do colo do útero. Os médicos executam o Papanicolau para detectar e tratar estas células cervicais anormais, antes que elas tenham possam se tornar pré-câncer ou câncer. (1) Muitas células anormais relacionadas com o HPV e com pré-cânceres podem ser tratadas com sucesso se forem detectadas precocemente. (1). Realmente, o câncer do colo de útero é um dos tipos de câncer mais fáceis de serem prevenidos. (8) Por isso é tão importante seguir as recomendações de seu médico a respeito do exame de Papanicolau.

Um outro teste, - o teste do DNA do HPV - está disponível para a detecção de certos tipos de HPV que podem causar o câncer do colo de útero. Os resultados deste teste podem ajudar os médicos a decidir se exames ou tratamentos complementares serão necessários. (1)

Como posso reduzir o risco de adquirir o HPV genital?

Para reduzir o risco de novas infecções genitais pelo HPV, você deve evitar qualquer tipo de atividade sexual que envolva contato genital ou limitar o número de parceiros sexuais. Os preservativos podem ajudar a reduzir o risco de aquisição de uma infecção pelo HPV. No entanto, como os preservativos não cobrem todas as áreas da região genital, eles não são capazes de prevenir completamente a infecção. (1)

O HPV é um vírus comum que pode causar o câncer do colo de útero, células cervicais anormais e outras conseqüências.  Saiba mais sobre estas enfermidades em outras seções deste site e fale com seu médico para obter maiores informações.

Qual a incidência do vírus na população?

Calcula-se que no Brasil e no mundo cerca de 25% da população sem nenhuma doença evidente está infectada pelo HPV. Este número é comprovado para mulheres. Para os homens a estimativa é de que o percentual seja mais elevado, ocorrendo, no entanto, de forma mais assintomática que nas mulheres. Ou seja, os homens parecem ter mais HPV, agindo como transmissores, mas apresentam menos doenças que as mulheres.

Os homens também desenvolvem doenças associadas ao vírus?

Sim. Também nos homens as manifestações clínicas mais comuns são as verrugas genitais, causadas pelos subtipos 6 e 11 do vírus. Mas alguns tipos de HPV de alto risco, como o 16 e o 18, também causam câncer, como os de pênis e de ânus.  Segundo a Dra. Luisa Lina Villa, diretora do Instituto Ludwig de Pesquisa Sobre o Câncer e uma das maiores estudiosas do HPV no Brasil, a estimativa é de que a incidência do câncer de ânus seja de cerca de cinco casos por 100 mil homens por ano, contra 20 a 30 casos por 100 mil no câncer do colo de útero.

Quais as formas de prevenir a transmissão do HPV genital?

Não existe forma de prevenção 100% segura, já que o HPV pode ser transmitido até mesmo por meio de uma toalha ou outro objeto. Calcula-se que o uso da camisinha consiga barrar entre 70% e 80% das transmissões, e sua efetividade não é maior porque o vírus pode estar alojado em outro local, não necessariamente no pênis. A novidade é a chegada, ainda em 2006, da primeira vacina capaz de prevenir a infecção pelos dois tipos mais comuns de HPV, o 6 e o 11, responsáveis por 90% das verrugas, e também dos dois tipos mais perigosos, o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CÉLULAS CERVICAIS ANORMAIS E O PAPANICOLAU

O que são células cervicais anormais?

Células cervicais anormais são células do revestimento do colo do útero com alteração do aspecto.Este processo também recebe o nome de displasia cervical. (8) Quanto mais grave for uma anormalidade cervical, maior será a possibilidade de desenvolvimento de câncer do colo de útero no futuro. Na maioria das vezes, o desenvolvimento do câncer do colo de útero a partir de células cervicais anormais pode levar vários anos. (8)

O que causa as células cervicais anormais?

Células cervicais anormais podem ter diferentes causas (como por exemplo, uma infecção ou inflamação), mas são geralmente causadas por certos tiposde papilomavírus humanos (HPV) (28). Existem cerca de 30 tipos de HPV que infectam a área genital, conhecidos como HPV genitais. Alguns tipos podem fazer com que estas células alteradas progressivamente se  transformem em câncer. Outros tipos de HPV podem causar verrugas genitaise outras mudanças não-cancerosas - no colo do útero. (1)

Todos os tipos de HPV genital podem levar a resultados anormais no examede Papanicolau (1), esta é a razão pela qual os exames ginecológicos são tão importantes. Assim sendo, certifique-se de fazer o exame de Papanicolau com a freqüência recomendada pelo seu médico.

Como são detectadas as células cervicais anormais?

A forma mais importante de detecção de células cervicais anormais é por intermédio de exames de Papanicolau. Um exame de Papanicolau é parte de um exame ginecológico. Ele ajuda na detecção de células cervicais anormais antes que elas possam tornar-se pré-câncerosas ou mesmo um câncer. Os resultados deste exame podem ajudar os profissionais da saúde a decidir se exames ou tratamentos complementares serão necessários. (1)

Como os resultados do Papanicolau são descritos?

Enquanto que alguns médicos podem simplesmente afirmar que o resultado de um exame de Papanicolau foi normal ou anormal, outros podem lançar mão de siglas como ASCUS, LSIL ou HSIL.

ASCUS é a sigla em inglês para células escamosas atípicas de significância indeterminada.Um diagnóstico de ASCUS significa que as anormalidades encontradas nas células cervicais são leves e sua natureza incerta.

LSIL é a sigla em inglês para lesão intra-epitelial escamosa de baixo-grau e indica a existência de um maior número de células cervicais anormais definidas, mas mesmo assim de caráter leve. (13)

HSIL, ou lesão intra-epitelial escamosa de alto-grau, indica a existência de células cervicais gravemente anormais com grande possibilidade de progressão para o câncer do colo de útero. (14)

Existem exames adicionais para mulheres diagnosticadas com células cervicais anormais?

Se os resultados de um exame de Papanicolau mostrarem que você tem células cervicais anormais, é importante que você siga as recomendações de seu médico para a execução de testes adicionais, tais como a repetição do Papanicolau, exame do DNA do HPV, colposcopia e possível biópsia. (8)

Uma biópsia anormal pode ser descrita como uma CIN, sigla em inglês para neoplasia intra-epitelial cervical. Uma neoplasia é um crescimento anormal de células, na linguagem do leigo, é o que se costuma identificar como uma “ferida” no colo do útero. Intra-epitelial se refere à camada de células que forma a superfície do colo do útero. O termo CIN, ao lado de um número (1 a 3), descreve o quanto da espessura do revestimento do colo do útero contém células anormais.  Um diagnóstico de CIN 3, por exemplo,  significa que existem células cervicais gravemente anormais em toda a espessura do revestimento do colo do útero. A maioria das células anormais do revestimento do colo do útero será eliminada devido à imunorresposta do próprio corpo. Se as anormalidades forem leves, o médico pode escolher um monitoramento próximo. Entretanto, se as anormalidades forem mais graves, a remoção dessas células vai certamente prevenir o desenvolvimento futuro de um câncer do colo de útero. (8)

Células cervicais anormais podem ser tratadas?

Os métodos comumente usados para o tratamento de células cervicais anormais incluem a criocirurgia ( congelamento que destrói células cervicais anormais), LEEP ( sigla em inglês para cirurgia de alta-frequência, a remoção de células cervicais anormais por intermédio de um fio em circuito em alta temperatura) e cirurgia convencional. O médico pode solicitar exames adicionais de acompanhamento para se certificar de que as células anormais não vão retornar. Se as células anormais retornarem, o tratamento pode ser repetido. (8)

As células cervicais anormais podem ser as primeiras conseqüências de uma infecção pelo HPV. Desta forma, um resultado anormal do exame de Papanicolau é um aviso importante que não deve ser ignorado.

 

 

 

 

 

 

 

OUTRAS CONSEQUÊNCIAS RELACIONADAS À INFECÇÃO PELO HPV

Certos tipos de papilomavírus humanos (HPV) têm sido ligados a pré-cânceres e câncer da vagina, vulva e ânus, além de sua ligação com o cervical câncer. (1)

O câncer vaginal é raro. A Sociedade Americana do Câncer (ACS) estimou que até o final de 2005, 2.140 novos casos de câncer vaginal seriam diagnosticados e 810 mulheres morreriam desta moléstia. O câncer vaginal leva vários anos para se desenvolver. (20)

O câncer vulvar é o câncer da vulva (a parte externa dos genitais femininos que envolve a abertura da vagina). A ACS estimou que, no ano de 2005, cerca de 3.870 novos casos de câncer vulvar seriam diagnosticados nos Estados Unidos e cerca de 870 mulheres morreriam desta moléstia. (21)

O câncer anal se localiza no ânus.  O ânus tem uma parte interna e uma parte externa; o câncer anal pode ter início em qualquer uma delas. O câncer anal pode ocorrer em homens e mulheres e é razoavelmente raro. A Organização Mundial de Saúde estimou, em 1999, que cerca de 85% dos 44.000 casos de câncer anal em todo o mundo seriam atribuídos ao HPV. (24)

Embora seja extremamente rara, outra preocupação de saúde relacionada com certos tipos de HPV é a chamada papilomatose respiratória recorrente (PRR). A PRR geralmente se desenvolve em crianças nascidas de mães portadoras dos tipos de HPV que causam a maioria das verrugas genitais. O vírus passa da mãe para a criança durante o parto normal. No entanto, um estudo do CDC (Centros para o Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) mostrou que a incidência desta doença é muito baixa e a maioria das crianças de mães infectadas não vão desenvolver a PRR. (25) Além disso, alguns tipos de HPV podem causar câncer na boca e na garganta. Seu médico pode ajudá-la a entender melhor estas doenças.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências Bibliográficas de onde foram extraídas as informações científicas contidas nestes textos:

  1. Centers for Disease Control and Prevention. Genital HPV infection fact sheet. Disponível em :
    http://www.cdc.gov/std/hpv/stdfact-hpv.htm.
    Acessado em 22 de julho de 2005.
  2. World Health Organization. Immunization, vaccines and biologicals: Vaccine research and development. Disponível em:
    http://who.int/vaccines/en/hpvrd.shtml.
    Acessado em 5 de janeiro de 2006.
  3. World Health Organization. Human papillomavirus infection and cervical cancer. Disponível em:
    http://www.who.int/vaccine_research/diseases/hpv/en/
    Acessado em 5 de janeiro de 2006
  4. National Cancer Institute, Division of Cancer Prevention. About HPV infections. Disponível em:
    http://www.cancer.gov/prevention/alts/abouthpv.html     
    Acessado em 6 de junho de 2006
  5. Walboomers JMM, Jacobs MV, Manos MM, e outros. Human papillomavirus is a necessary cause of invasive cervical cancer worldwide. J Pathol. 1999;189:12–19.
  6. Winer RL, Lee S-K, Hughes JP, e outros. Genital human papillomavirus infection: Incidence and risk factors in a cohort of female university students. Am J Epidemiol. 2003;157:218–226.
  7. American Cancer Society. Prevention & early detection. Disponível em:
    http://www.cancer.org/docroot/PED/content/PED_2_3X_Pap_Test.asp.
    Acessado em 30 de junho de 2005
  8. World Health Organization.State of the art of new vaccines: Research & Development. Initiative for Vaccine Research. Genebra: World Health Organization; 2003:1-74
  9. Mount SL, Papillo JL. A study of 10.296 pediatric and adolescent Papanicolaou smear diagnoses in northern New England. Pediatrics. 1999;103:539–545
  10. American Cancer Society. Cervical cancer. Disponível em:
    http://documents.cancer.org/115.00/115.00.pdf.
    Acessado em 22 de  julho de 2005
  11. Koutsky L. Epidemiology of genital human papillomavirus infection.  Am J Med. 1997;102:3–8.
  12. National Cancer Institute. Recent studies regarding HPV and cervical cancer: Questions and answers. Disponível em:
    http://cancernet.nci.nih.gov/cancertopics/factsheet/HPVCervicalQandA
    Acessado em 30 de setembro de 2005
  13. National Cervical Cancer Coalition. Patient information: Questions and answers about the Pap test.  Disponível em:
    http://www.nccc-online.org/patient.php.
    Acessado em 30 de setembro de 2005.
  14. National Cancer Institute. Cancer facts: Human papillomaviruses and cancer: Questions and answers. Disponível em: :
    http://www.cancer.gov/ancertopics/factsheet/Risk/HPV
    Acessado em 30 de setembro de 2005.
  15. American Social Health Association. HPV (human papillomavirus): Genital warts: Questions & answers. Disponível em :
    http://www.ashastd.org/learn/learn_hpv_warts.cfm.
    Acessado em 10 de janeiro de 2006.
  16. National Institute of Allergy and Infectious Diseases. Human papillomavirus and genital warts. Julho de 2004. Disponível em:
    http://www.niaid.nih.gov/factsheets/stdhpv.htm.
    Acessado em 22 de julho de 2005.
  17. Tortolero-Luna G. . Epidemiology of genital human papillomavirus.. Hematol Oncol Clin North Am. 1999; 13:245–257.
  18. American Cancer Society. Detailed guide: Vaginal cancer: What is vaginal cancer? Disponível em :
    http://www.cancer.org/
    docroot/CRI/content/CRI_2_4_1X_What_is_vaginal_cancer_55.asp?sitearea=

    Acessado em 30 de setembro de 2005
  19. American Cancer Society. Cancer Facts and Figures 2005. Atlanta, Ga: American Cancer Society; 2005:1–60.
  20. American Cancer Society. Detailed guide: Vulvar cancer: What is vulvar cancer? Disponível em : http://www.cancer.org/
    docroot/CRI/content/CRI_2_4_1X_What_is_vulvar_cancer_45.asp?sitearea=

    Acessado em 30 de setembro de 2005.
  21. American Cancer Society. Detailed guide: Anal cancer: What is anal cancer? Disponível em:
    http://www.cancer.org/docroot/CRI/content/CRI_2_4_1X_What_is_anal_cancer_47.asp?sitearea.  
    Acessado em 30 de setembro de 2005
  22. Organização Mundial de Saúde; -  The current status of development of prophylactic vaccines against human papillomavirus infection. Disponível em :
    http://www.who.int/vaccines-documents/DocsPDF99/www9914.pdf.
    Acessado em 17 de janeiro de 2006.
  23. International RRP ISA Center. FAQs. Disponível em:
    http://www.rrpwebsite.org/ faqs.htm
    Acessado em 17 de outubro de 2005.
  24. emedicine. Recurrent respiratory papillomatosis. Disponível em: 
    http://www.emedicine.com/med/topic2535.htm.
    Acessado em 10 de janeiro de 2006.
  25. Herrero R, CastellsaguéX, Pawlita M, e outros. Human papillomavirus and oral cancer: The international agency for research on cancer multicenter study. J Natl Cancer Inst. 2003;95:1772–1783.
  26. Lewis MJ. A situational analysis of cervical cancer in Latin America and the Caribbean. Disponível em:
    http://www.paho.org/English/AD/DPC/NC/pcc-cc-sit-lac.pdf.
    Acessado em 11 de  Abril de 2006.
  27. World Health Organization. Viral cancer. Disponível em: http://www.who.int/vaccine_research/diseases/viral_cancers/en/print.html
    Acessado em 21 de Março de 2006.

 

 

 

 

 

 

 

GLOSSÁRIO

ASCUS
ASCUS quer dizer “células escamosas atípicas de significância indeterminada.” Um diagnóstico de ASCUS significa que as anormalidades encontradas nas células cervicais são leves e sua natureza incerta.

Benigno
Benigno é um termo usado para descrever algo que não vai causar câncer.

Biópsia
Uma biópsia envolve a remoção de amostras de tecidos para avaliação médica.

Câncer do colo de útero
É o câncer do colo do útero. O câncer do colo de útero é uma doença que pode ser fatal.

Células cervicais anormais
Células cervicais anormais são células do revestimento do colo do útero com a aparência alterada. Quanto mais grave a anormalidade cervical, mais provável é o desenvolvimento de um câncer do colo de útero no futuro.

Células escamosas
Células escamosas são células planas e delgadas que formam o revestimento do colo do útero.

CIN
CIN  é uma sigla em inglês que significa neoplasia intra-epitelial cervical. Este termo é usado para relatar o resultado anormal de uma biópsia.

Colo do útero
O colo do útero é a região que conecta a parte superior do útero à vagina.

Criocirurgia
A criocirurgia é uma técnica que envolve o congelamento de tecidos.

Exame Ginecológico
Um exame ginecológico é o exame de uma mulher executado por um médico. Durante esse exame de rotina, o médico executa o Papanicolau à procura de células anormais no revestimento do colo do útero.

Exame de Papanicolau
Um exame de Papanicolau, também conhecido como exame citopatológico, é parte de um exame ginecológico e ajuda a detectar células anormais no revestimento do colo do útero antes que elas tenham a possibilidade de se transformar em pré-câncer ou câncer do colo de útero.

HPV Genital (papilomavírus humano)
Cerca de 30 tipos de papilomavírus humano (HPV) são conhecidos como HPV genitais porque eles afetam a área genital.

HSIL
HSIL é uma sigla em inglês para “lesão intra-epitelial escamosa de alto grau” e indica a existência de células anormais cervicais com alta probabilidade de progressão para o câncer do colo de útero.

Intra-epitelial
Intra-epitelial se refere à camada de células que formam a superfície do colo do útero.

LEEP
LEEP é a sigla em inglês para “cirurgia de alta-frequência” e se refere a um procedimento comum usado para o tratamento de células cervicais anormais.

LSIL
LSIL é a sigla em inglês para “lesão intra-epitelial escamosa de baixo grau” e indica a existência de células cervicais anormais mais definidas, mas ainda assim de grau moderado.

Neoplasia
Neoplasia significa um crescimento anormal de células.

Pré-cânceres cervicais
Os pré-cânceres cervicais são células anormais do revestimento do colo do útero que podem se transformar em câncer do colo de útero se não forem detectadas e tratadas a tempo.

Quimioterapia
A quimioterapia envolve o uso de drogas anticâncer que são injetadas na veia ou administradas pela boca. Estas drogas matam as células cancerosas, mas também atingem as células normais, o que pode levar a efeitos colaterais.

Radioterapia
A radioterapia envolve o uso de raios-x de alta potência para matar as células cancerosas.

Vagina
A vagina é um tubo com 7,5 a 10 cm.  A parte superior da vagina termina no colo do útero e a parte inferior se abre para o exterior por intermédio da vulva, os genitais externos femininos.

Verrugas genitais
Verrugas genitais são crescimentos claros ou encarnados que são causados por certos tipos de HPV de “baixo-risco” (como os HPV tipo 6 e 11).

Vulva
A vulva é a parte externa dos genitais femininos.

 

RECURSOS ADICIONAIS – LINKS INTERESSANTES

Ao saber mais sobre o câncer do colo de útero, as células cervicais anormais, as verrugas genitais, e o papilomavírus humano (HPV) você vai ajudar-se e às pessoas com quem você se preocupa a ter uma saúde melhor.

Fale com seu médico para maiores informações. Você também pode visitar os Web sites das organizações abaixo para obter maiores informações. Muitos dos sites abaixo relacionados têm uma funcionalidade de pesquisa que lhe permitem obter maiores informações sobre o câncer do colo de útero, as células cervicais anormais, as verrugas genitais e o HPV.

*                   Organização Mundial de Saúde
www.who.int

*                   Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer
www.iarc.fr

*                   Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas
www.acog.org

*                   Fundação para a Pesquisa e Prevenção do Câncer
www.preventcancer.org

*                   Centros para o Controle e Prevenção de Doenças
www.cdc.gov

*                   Fundação do Câncer Ginecológico
www.thegcf.org

*                   Instituto Nacional do Câncer
www.cancer.gov Consórcio Europeu para a Educação sobre o Câncer do colo de útero.
www.eccce.org

*                   Programa de Rastreamento Cervical do NHS.
http://www.cancerscreening.nhs.uk/cervical/faqs.html.

*                   Apoio e Informação para o Câncer Ginecológico.
http://eyesontheprize.org/.

*                   Rede Feminina do Câncer.
http://www.wcn.org/index.cfm.

*                   WomensHealth.gov
http://www.4woman.gov/faq/stdhpv.htm.

*                   Informações sobre a Saúde para Adolescentes.
http://www.youngwomenshealth.org/hpv.html.
 

A Merck, Sharp & Dohme está disponibilizando esta lista como uma prestação de serviços.A compilação e publicação dessas informações não constituem aprovação ou endosso por parte da Merck às opiniões, inferências, descobertas ou conclusões afirmadas ou sugeridas pelos autores desses materiais.

 

 

 

Entrevista - Dra. Luisa Lina Villa – INFORMAÇÕES PARA PACIENTES E PÚBLICO LEIGO

 

Diretora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, a Dra. Luisa Lina Villa é uma das maiores especialistas sobre o assunto no país, há 22 anos envolvida em pesquisas sobre as patologias associadas ao HPV.

 


Como se desenvolve o câncer do colo de útero?

Os primeiros estágios detectados pelo exame papanicolau são alterações nas células do epitélio (o tecido epitelial recobre todas as superfícies internas e externas do corpo e é um dos quatro tipos de tecidos básicos no nosso organismo, juntamente com os tecidos conjuntivo, muscular e nervoso). É o que chamamos de uma lesão precursora de baixo grau, facilmente tratável, e com grande possibilidade de regredir. Mas uma parte menor delas, talvez 30% a 40%, evolui. Se a camada do epitélio for preenchida por células alteradas, teremos uma lesão de alto grau, um estágio precursor do câncer, com poucas chances de regressão.

A incidência do câncer do colo do útero no Brasil é semelhante à de outros países?

No Brasil, são de 20 a 30 casos por 100 mil mulheres ao ano. Os Estados Unidos registram em média 10 casos de câncer por 100 mil mulheres ao ano. Na Espanha, são registrados apenas dois, nos países nórdicos, oito, na China, 40, na África, 50. Então o Brasil está numa posição intermediária. Mas mesmo em países desenvolvidos como os Estados Unidos existem ‘bolsões’ com índices muito parecidos aos do Brasil, como a comunidade hispânica.

Quais as formas de detecção desse câncer?

Repetidos exames de papanicolau. A recomendação da OMS é que mulheres com dois exames negativos façam o teste a cada três anos. É um prazo viável em termos de saúde pública porque se, em três anos, surgir um problema, será em estágio inicial. A estimativa oficial, no entanto, é de que não mais que 15% das brasileiras fazem o exame regularmente. O teste é muito simples e está disponível em praticamente qualquer posto de saúde, mas infelizmente não está incorporado à nossa cultura. O papanicolau é desconhecido pela maioria das mulheres e também pode ser motivo de vergonha, por estar associado a doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, demora de um a dois meses para o resultado de exame realizado em centros de saúde voltar, já que o Ministério da Saúde manda esses testes para um local centralizado. É um serviço muito bom, mas a mulher que já não está acostumada a fazer o exame regularmente deixa de voltar, e não existe forma de você retornar o resultado para ela.

O que pode ser feito para evitar o câncer do colo do útero?

A boa notícia é que acaba de ser aprovada no Brasil a primeira vacina quadrivalente contra o HPV, capaz de evitar a transmissão dos papilomavírus 6, 11, 16 e 18, que juntos provocam 90% das verrugas genitais e 70% dos casos de câncer de colo do útero.A vacina, fabricada pela Merck Sharp & Dohme, já havia sido licenciada em junho nos Estados Unidos e agora foi liberada também pela Anvisa, para ser aplicada em meninas dos 9 aos 26 anos. 

Seja um multiplicador do conhecimento - converse sobre este assunto com seus amigos, colegas e familiares.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HPV - Papilomavírus humano

O HPV é um vírus transmitido pelo contato

sexual que pode causar o câncer do colo

uterino e as verrugas genitais.

 

Perguntas mais freqüentes

 

COMO, QUA NDO OU ATRAVÉS DE QUEM EU

CONTRAÍ HPV?

 

O HPV genital é, primeiramente, um vírus transmitido

pelo contato sexual. Mas é comumente impossível

determinar de quem ou quando se adquiriu o HPV,

porque a maioria das pessoas não sabe que o tem.

Entretanto, existem vários relatos na literatura médica

de contaminação não-sexual do HPV.

 

PODE UMA PESSOA CONTRAIR OU PASSAR HPV

ATRAVÉS DE SEXO ORAL OU DAS MÃOS?

 

Apesar do HPV poder ser transmitido por estas vias,

tem sido difícil provar quando isso acontece.

 

O QUE O HPV CAUSA E COMO EU POSSO FAZER UM

TESTE DE HPV?

 

As principais doenças causadas pelo HPV são o

câncer do colo uterino e as verrugas genitais. As

verrugas são diagnosticadas através do exame clínico

-visual. Na mulher, lesões do colo do útero

relacionadas com o HPV podem ser detectadas pelo

teste de Papanicolau (preventivo). Mulheres com o

preventivo duvidoso podem ser submetidas a um

teste para detectar o HPV (pesquisa de HPV por

técnicas de biologia molecular, como a captura

híbrida) ou repetir o preventivo. Com muita

freqüência, o ginecologista lança mão de um exame

simples, e muito útil, a colposcopia. Este exame nada

mais é do que o exame ginecológico com espéculo

vaginal, onde um instrumento aumenta a imagem da

genitália (vulva, vagina e colo), permitindo enxergar e

avaliar melhor lesões pequenas da região genital.

Criteriosamente, em casos de exames citológicos ou

histopatológicos (biópsia) de lesões genitais/anais

não-conclusivos, pode-se solicitar a pesquisa de DNA

viral. Principalmente em mulheres com mais de 35

anos de idade.

 

EU SEMPRE TEREI HPV?

 

Um sistema imune saudável supri-me o vírus. É difícil,

entretanto, quando as lesões não estão bem

evidentes, saber quando o HPV está ou não no seu

período de contágio. Especialistas discordam se o

vírus é totalmente eliminado do corpo ou se ele é

reduzido a níveis indetectáveis. Atualmente,

acredita-se que em muitos casos exista, realmente, o

completo desaparecimento do vírus: quando a

imunologia local (área do corpo onde o vírus foi

introduzido) e a geral estão equilibradas.

 

COMO EU POSSO EVITAR ADQUIRIR E TRANSMITIR

HPV?

 

Geralmente se pode dizer que a monogamia mútua

por toda a vida e a abstinência sexual são as

possibilidades para a prevenção. Todavia, existem

inúmeros relatos de pessoas com HPV nos genitais

sem ter praticado qualquer atividade sexual, na vida

ou nos últimos cinco ou dez anos. A maioria das

pessoas sexualmente ativa terá chance de entrar em

contato, com maior ou menor intensidade, com o

Papilomavírus humano.

Preservativos (camisinhas masculinas e femininas)

previnem muitas infecções bacterianas e virais, mas,

se o HPV estiver presente em uma pele exposta, a

transmissão poderá ocorrer.

 

O HPV PODE AFETAR A GRAVIDEZ OU O BEBÊ?

 

A maioria dos tratamentos para lesões no colo

uterino com envolvimento pelo HPV mantém o colo

do útero intacto o suficiente para preservar a

fertilidade. Durante a gravidez, verrugas e lesões

podem aumentar rapidamente. Verrugas podem ser

removidas se estiverem sangrando ou obstruindo o

canal do parto. O HPV é raramente transferido da

mãe para a criança. Em casos incomuns, HPV tipo 6

e 11 podem causar crescimentos verrugosos na

garganta de recém nascidos de mães com o

condiloma acuminado (verruga genital grande),

condição conhecida por papiloma de laringe.

 

HPV CAUSA CÂNCER?

 

HPV pode causar o câncer do colo uterino, mas os

exames preventivos regulares e um tratamento

supervisionado apropriado previnem muitas mulheres

de ter a doença. Outros fatores (sistema imune,

outras DST, fumo, genética, número de parceiros, uso

de hormônios anticoncepcionais com altas doses de

estrogênio) podem aumentar os riscos de câncer.

Atualmente se sabe que o problema maior está na

persistência do HPV, em especial os tipos com maior

potencial de malignização (p.ex. os tipos 16 e 18),

nas células do colo uterino. Essa persistência quer

dizer que, apesar de ser atacado com produtos e

cirurgias, o vírus permanece no colo por longo tempo.

Evidente que os fatores antes descritos, também

desempenham papel preponderante na instalação

das lesões malignas. É bom lembrar que aquelas

pessoas que não vão a exames periódicos nem

acompanham devidamente as alterações iniciais, por

falta de oportunidades maiores de tratamento, ficam

mais propensas a serem “surpreendidas” com uma

lesão em estágio mais adiantado.

Por terem condições de doença crônica e

imunodeficientes, as pessoas HIV positivas ou com

aids também possuem maiores chances de, se

infectadas por HPV, desenvolverem lesões agressivas

no colo uterino, bem como em outros locais.

Pesquisadores estão buscando marcadores biológicos

para se conhecer quem tem mais probabilidade

de vir a adoecer quando na presença de infecção por

HPV. Cada vez mais, surgem trabalhos bem

elaborados, confirmando a íntima relação de HPV com

lesões malignas de colo uterino, vagina, vulva, ânus e

pênis.

 

O QUE EU DEVO DIZER AO MEU PARCEIRO SOBRE

HPV?

 

Várias pessoas sexualmente ativas entrarão em

contato com HPV. Para muitas, os sinais e os sintomas

do HPV são apenas temporários. A maioria das

pessoas não desenvolve sintomas; portanto, elas não

sabem que estão infectadas.

Pode ser de grande ajuda se, além de uma conversa

franca, o parceiro puder ter acesso a tetos não aterrorizantes

sobre o tema para entender os

impactos psicológicos, sociais e físicos do HPV

 

QUAL É A MELHOR OPÇÃO DE TRATAMENTO PARA

O HPV?

 

Ainda não existe uma medicação específica para o

HPV, como existem os antibióticos para as doenças

bacterianas. As lesões causadas por ele, sim, podem

ser atacadas. O profissional trata as verrugas através

de seu congelamento, cauterização e remoção ou

prescrevendo cremes que são auto-aplicados. Os

tratamentos mais comuns para um preventivo

anormal vão desde o simples acompanhamento até a

retirada da área afetada. Esta retirada pode ser

somente da lesão ou a remoção de uma parte maior

do colo uterino (conização). As pacientes devem

questionar todas as opções de tratamento com o

profissional que orienta o caso antes de decidirem

por qual optar.

É bem conhecido que pessoas com uma doença

transmitida por contato sexual têm mais chance de

ter outra associada. Assim, instituir rotina de pesquisa

de clamídia, gonococo, sorologia para síflis, HIV,

hepatites virais, principalmente a B, são medidas

usuais e necessárias. Isso porque, tratando infecções

associadas às doenças de transmissão sexual ou não,

fará com que ocorra melhora das condições de

defesa da área genital. Com isso, a remissão das

alterações causadas pelo HPV podem ocorrer com

mais facilidade.

Cabe citar que todos esses exames e tratamentos não

devem ser imposições médicas e sim medidas

discutidas e compartilhadas entre profissional e o

paciente.

 

 E A VACINA PARA HPV?

 

Em breve, teremos no Brasil a vacina quadrivalente (envolvendo os

quatro principais tipos de HPV causadores de

verrugas genitais – 6 e 11, e de câncer de colo do

útero – 16 e 18) para uso na populações brasileira.

Cabe destacar que quem mais espera ser beneficiado

por uma vacina desse tipo são as pessoas

sexualmente ativas, pessoas no início da vida sexual

ou pessoas ainda sem atividade sexual. Desta

maneira será possível desencadear proteção para

uma futura infecção.

* Perguntas e Respostas do livro “HPV Que Bicho É Esse?”, Mauro

Romero Leal Passos, 3a. Ed. Piraí: RQV Editora; 2005. Para saber

mais sobre o autor e sobre o livro - www.hpvquebichoeesse.com.br