Difteria é uma doença infecciosa, popularmente conhecida como “crupe”, causada pela toxina de uma bactéria que se localiza nas amígdalas, faringe, laringe ou na pele. Quando se instala nas vias respiratórias superiores caracteriza-se pelo aparecimento de uma ou várias placas acinzentadas, circundadas por uma zona inflamatória de cor vermelho-mate, que podem obstruir a passagem do ar, provocando asfixia e morte.

O agente infeccioso da difteria é um bacilo gram-positivo, o Corynebacterium diphtheriae. O reservatório é o homem doente ou portador, com freqüência o portador assintomático.

Modo de transmissão
A difteria se transmite mediante contato direto com o exsudato e secreções das mucosas do nariz e da faringe ou com lesões cutâneas do doente ou portador.
A transmissão pode ocorrer, também, por meio de objetos contaminados por suas secreções.

Período de incubação
O período de incubação é de um a seis dias, podendo ser mais longo.

Período de transmissibilidade
A transmissão ocorre enquanto houver bacilos nas secreções e lesões, durando, em média, de duas a quatro semanas. Com antibioticoterapia adequada a transmissibilidade cessa 24 a 48 horas depois de iniciado o tratamento do
doente ou do portador.

Suscetibilidade
A suscetibilidade é universal, sendo maior nos menores de seis anos.

Imunidade
A imunidade é adquirida pela administração de vacinas que contêm o toxóide diftérico:
- Tríplice bacteriana, a vacina DTP (contra a difteria, o tétano e a coqueluche) ou DTPa;
- Infantil (DT) contra difteria e tétano,indicada para os menores de sete anos, no caso de reação;
- Dupla tipo adulto (dT) para os maiores de sete anos,ainda para os menores de sete anos, no caso de reação após a administração da tríplice bacteriana, encaminhar para o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) a fim de receber a vacina tríplice bacteriana acelular.

A imunidade pode ser naturalmente adquirida pela passagem de anticorpos maternos: as crianças cujas mães são imunes apresentam imunidade que vai decrescendo até mais ou menos os seis meses.
A doença não confere imunidade permanente, por isto, após a cura, o paciente deve iniciar ou completar o esquema de vacinação. A imunidade adquirida pelo soro ou pela imunoglobulina antidiftérica é transitória.