O que é meningite?

É a inflamação das meninges, membranas que cobrem o sistema nervoso (cérebro e medula espinhal)

2. O que é doença meningocócica? 

É qualquer infecção causada pelo meningococo, seja a meningite seja a meningococemia, que é a disseminação da bactéria pelo organismo por via sanguínea. São doenças graves, com alta mortalidade e elevado índice de sequelas nos que sobrevivem à infecção. Entre estas, as mais comuns são perdas de membros, surdez, convulsões e retardo mental. 

3. Quem pode ter doença meningocócica?

Qualquer pessoa. No entanto, é mais comum nos primeiros anos de vida e em algumas regiões também na adolescência. Indivíduos que não têm mais o baço e pessoas que vivem em agrupamentos com grande número de pessoas por dormitório, como estudantes e militares também constituem grupos de risco aumentado. Além disso, o meningococo é a bactéria que causa as epidemias de meningite.

4. Existem maneiras de prevenir a doença?

Sim. Na rotina, emprega-se a vacina meningococo C, que faz parte do calendário vacinal de muitos países, inclusive do Brasil. Em pessoas com contacto recente com indivíduos potencialmente contagiantes utiliza-se a antibiótico profilaxia.

5. Existem vários tipos de vacina meningocócica?

Sim. Basicamente elas são divididas em polissacarídicas e conjugadas. Nas primeiras o antígeno meningocócico é um açúcar, nas segundas o antígeno meningocócico é ligado a uma proteína. As polissacarídicas tem pouca eficácia em crianças abaixo dos dois anos de idade e oferecem proteção curta. As conjugadas são eficientes já a partir dos primeiros meses de vida e dão proteção mais prolongada.

6. Quais vacinas estão disponíveis no Brasil?

As polissacarídicas tem uso restrito em nosso país e cobrem apenas os grupos A e C.

Das conjugadas temos a monovalente C, que é na atualidade o sorogrupo mais frequentemente causador de doença em nosso país, e a quadrivalente ACWY, que, além do sorogrupo C, oferece proteção também contra outros três sorogrupos de meningococo. O meningococo A, causador de epidemia na década de 1970, hoje é de encontro raro em nosso país, porém frequente em outras áreas do mundo, como a África subsaariana, e ainda é causador de epidemias entre peregrinos que comparecem as grandes festas mulçumanas na Arábia Saudita.

Os sorogrupos W e Y tem apresentado incidência pequena, porém crescente entre nós, chegando a ficar entre os predominantes em outros países, como por exemplo, o Chile.

7. Qual vacina está disponível na rede pública?

A vacina conjugada monovalente C, é aplicada em duas doses no primeiro ano de vida (aos três e cinco meses de idade) e um reforço no segundo ano de vida, a partir dos 12 meses ou logo depois.

8. E a vacina conjugada quadrivalente?

Esta costuma estar disponível na rede privada, embora o fornecimento em nosso país seja inconstante.

9. Como é aplicada a vacina?

Por via intramuscular.

10. Quais são os eventos adversos?
Não são muito frequentes e consistem especialmente em febre e dor local, que em geral não ultrapassam as 48h da aplicação.

11. São necessários reforços?

Estudos mais recentes mostram que pode haver queda de imunidade anos após a vacinação, mesmo com as preparações conjugadas. Na atualidade passou-se a sugerir um reforço ao redor dos seis anos e outro na adolescência.

12. Quem não deve receber a vacina?

Pessoas com antecedentes de reação alérgica grave a doses anteriores ou a componentes da vacina, e pessoas com doença moderada ou grave de preferência devem aguardar a recuperação para a imunização.

As vacinas polissacarídicas e meningocócica conjugada monovalente não têm contra indicação na gravidez.

A conjugada quadrivalente, sendo mais recente, ainda não tem definição clara nesse sentido.

13. Quais são as perspectivas para o futuro?

Em breve deverá estar disponível uma vacina meningocócica para o grupo B, o segundo em importância atualmente no Brasil.