1) POR QUE TOMAR A VACINA ROTAVÍRUS?

 O rotavírus é um dos principais agentes causadores de gastroenterite grave em lactentes e crianças pequenas em todo mundo. A diarréia geralmente dura de 3 a 8 dias, mas pode ser grave e evoluir para desidratação. Vômitos e febre também são comuns e podem agravar o quadro clínico, especialmente em crianças com imunidade alterada.

 Estudos demonstram que quando não vacinadas, todas as crianças se infectam pelo menos uma a duas vezes antes de completar cinco anos de idade e, mesmo em locais desenvolvidos, com boas condições sanitárias e de higiene o rotavírus permanece sendo o mais importante causador de hospitalizações por diarréia e vômitos em crianças pequenas. 

2) VACINAS ROTAVÍRUS

As vacinas rotavírus começaram a ser usadas no Brasil em 2006 e desde então as hospitalizações e as consultas aos prontos socorros por gastroenterites foram significativamente reduzidas.

As vacinas rotavírus são administradas via oral e tem idade certa para a primeira e a última dose.

Duas vacinas estão licenciadas no Brasil: uma monovalente (a que é  utilizada pelo Programa Nacional de Imunizações ) e outra pentavalente. Os produtos diferem quanto à composição e esquema de administração.  Dependendo da vacina serão necessárias duas ou três doses e elas podem ser administradas no mesmo momento que outras vacinas indicadas para a idade.

As vacinas monovalentes são recomendadas aos dois e quatro meses de idade e a pentavalente aos dois, quatro e seis meses.

O limite máximo para a primeira dose é de 15 semanas e zero dias de vida para ambas as vacinas.

O limite máximo para a segunda dose da monovalente ou terceira dose da pentavalente é oito meses e zero dias de vida.

A quase totalidade dos bebês vacinados contra rotavírus estará protegida contra as formas graves da doença e a maioria dos bebês não terá diarréia por rotavírus.

A vacina não protege contra outros germes causadores de diarreia e vômitos.

3) QUEM DEVE SER VACINADO?

Todas as crianças entre seis semanas e oito meses de idade.

4)  QUEM NÃO DEVE SER VACINADO OU DEVE AGUARDAR AUTORIZAÇÃO MÉDICA?

a)     Doenças e medicamentos que alterem o sistema imunológico como HIV ou imunodeficiências

b)     Crianças que tiveram alguma reação alérgica importante em dose anterior

c)     Crianças que apresentaram sangramento intestinal importante

d)     Alguns tipos de malformações do trato gastrointestinal

e)     História de intussuscepção anterior

5) EXISTEM CUIDADOS ESPECIAIS COM A VACINAÇÃO PARA ROTAVÍRUS?

a)     Se um lactente regurgitar, cuspir ou vomitar durante a administração da vacina ou depois dela, a dose não deve ser repetida. Por  
        este motivo aconselhamos não alimentar os bebês meia hora antes e após a vacina rotavírus

b)     Doenças leves ou transitórias não contraindicam a vacinação

c)     Não é necessário nenhum cuidado adicional nas trocas de fraldas além das precauções habituais

6) EVENTOS ADVERSOS

As reações mais comuns são: gases e alteração da cor ou consistência das fezes por períodos breves na primeira semana após a vacina.

Observou-se um discreto aumento de risco de intussuscepção cerca de uma semana após a 1 ª ou 2ª dose da vacina rotavírus (cerca de 1 caso para cada 100.000 crianças vacinadas).

A intussuscepção é um tipo de obstrução intestinal que pode ocorrer em crianças entre três e nove meses de idade, na maioria das vezes sem causa definida e independente do uso da vacina.    

Reações alérgicas aos componentes da vacina e ao látex são extremamente raras.